sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Cotrimaio representa América Latina em grupo internacional

A Cotrimaio é a representante da agricultura familiar da América Latina no grupo de trabalho de desenvolvimento do Comute Internacional do Meio Ambiente que discute a produção e a comercialização da soja responsável. O grupo de trabalho intitulado Associação Internacional de Soja Responsável é formado por 23 pessoas, de 9 paises, de todos os continentes que representam toda a cadeia da soja. O objetivo do grupo é mobilizar todos os setores do segmento soja na busca de mecanismos para produção de forma responsável e menos danosa ao meio ambiente.

A indicação da Cotrimaio partiu da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) que indicou a cooperativa três-maiense para voz de todos os produtores da agricultura familiar do Brasil e da América Latina no grupo de trabalho. O gerente de marketing da Cotrimaio, Silceu Dalberto, que representa a cooperativa nos encontros e discussões, disse que a indicação foi em função do quadro social da cooperativa ser formado na sua maioria por agricultores familiares (cerca de 96% dos associados). Outros pontos considerados na indicação são os programas de incentivo a produção de orgânicos e não-transgênico e, pela consciência de preservação que faz integra a cultura dos produtores da região. “Nossos programas de incentivo a produção responsável e a cultura dos nossos produtores são pontos positivos nessa questão”, considerou Dalberto.

O grupo de trabalho reúne representantes dos fabricantes de insumos agrícolas, produtores de soja e indústrias de alimentos. No primeiro encontro em Cuiabá-MT de 13 de 19 de outubro foram definidos os pontos que serão abordados nos próximos encontros do grupo, já a partir de fevereiro quando será realizado o segundo na Argentina. Dentre os pontos debatidos estão da pauta questões como o melhor uso da terra, a preservação do maio ambiente na propriedade, a responsabilidade ambiental, a gestão da água, o uso responsável de agroquímicos e respeito aos direitos da terra. “Os pontos discutidos abordam todos os setores da soja. A soja responsável só será produzida com a colaboração de todos os envolvidos no segmento, ou pelo menos uma ampla maioria deles”, entende.

Além da preservação ambiental, uma questão de sobrevivência do planeta, está em jogo interesses econômicos, como a conquista de um mercado que está disposto a pagar mais por um produto de melhor qualidade. “Os europeus querem algo saudável e saber se a meio ambiente está sendo respeitado. Eles estão dispostos a pagar mais por isso. Queremos atender esse mercado e garantir retorno aos produtores”, revelou Dalberto. Nesse quesito os produtores da região estão em vantagem pelas características das propriedades e dos hábitos de cultivo – que salvo exceções – estão voltados a respeitar o meio ambiente e ao uso correto do solo. “Creio que com alguns avanços já estaremos aptos a entrar nesse mercado”, avaliou.

A Associação Internacional de Soja Responsável é mantido pelo Comitê Internacional de Maio Ambiente que banca todos os custos dos encontros. A contribuição das organizações que integram o grupo é disponibilizar tempo para participar dos encontros e aprofundar os estudos sobre o assunto. “Temos estudado muito e buscado informações para defender a agricultura familiar da América Latina nesse debate. Esse é o nosso papel”, afirma Dalberto.

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