sexta-feira, 18 de maio de 2007

Brasil: “que pais é esse ?”


Tão importante quanto saber quem somos é saber o que queremos ser. Se nós somos a soma das nossas escolhas, então um país é o resultado das escolhas de cada um de seus cidadãos. Um país não é, senão, seu próprio povo. Tudo é objeto, só o homem é sujeito. Só o homem pode conduzir seu país para o desenvolvimento ou para a decadência. Cada povo tem o país que merece.
O Brasil não foge dessa regra: há diversos “brasis”. O Brasil pode ser o país das oportunidades para os otimistas; o país dos desafios para os revolucionários; o país das maravilhas para os sonhadores e apaixonados; o país da diversidade para os detalhistas; e o país do jeitinho para os pessimistas. O país dos que entram em uma universidade para conquistar o mundo e os que entram pensando no concurso público de nível médio. O país dos que buscam alternativas e dos que culpam o governo em tudo, voltado-se para seu próprio umbigo.
O Brasil é o país das diferenças. Tanto na diversidade quanto na desigualdade. Um povo formado por diversos povos. O país do povo que já foi para o espaço em busca da conquista do universo, mas também o país do povo que prefere assistir ao Big Brother a ler um livro. País dos que lutam por um lugar ao sol dando um passo a cada dia e dos que sonham em ganhar na loteria apostando somente quando está acumulada, para ficar milionário num passe de mágica, e como agradecimento promete dar um pouco do prêmio aos “pobres”. O país do samba e do futebol para os turistas e o país do futuro para os acomodados.
O Brasil do João Hélio e do Márcio Pontes é o mesmo. O destino de um representa o Brasil dos incluídos no time que avança e o do outro a conseqüência dos que preferem ficar na reserva. Há ainda os que preferem a arquibancada e às vezes entram em campo para manchar a festa de quem está no jogo.
E a propósito! Até quando a classe pobre vai continuar gastando milhões em telefone por semana para eliminar um Brother da casa (que de grande amigo não tem nada)? Até o fim do programa? E depois economiza em cultura para gastar no BBB 8?

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